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Os perigos do Google como único filtro da realidadeCONSTRUINDO A REDEDeclaración de Santa FéPRODUçãO CIENTíFICAEntrevista: transgênicos para dominar agriculturaPATENTES - SEMENTESPaíses podem questionar líder eleito para OMPIPROPRIEDADE INTELECTUALA perversa patente do feijão amareloPROPRIEDADE INTELECTUAL
Sementes livres por uma vida sustentávelPATENTES - SEMENTESPreste atenção nos pratos deliciosos da sua mesa de almoço. Pense quantos deles você poderia comer caso » » »Proibir baixar música na internet é crime!ATIVISMO MUSICALQuantos discos você teria ouvido se nunca pudesse baixar músicas na internet? Provavelmente » » »Cópias livres para cabeças livresACESSO AO CONHECIMENTOCom as tecnologias de fotocópia e reprodução digital, podemos compartilhar músicas, copiar livros e » » »Software é como receita de bolo: Todo mundo tem direto de usar!SOFTWARE LIVREUm software é como uma receita de bolo: tanto um como outro são um conjunto de instruções. O » » » |
Ciência, capitalismo e democraciaPor um diálogo cidadão entre cientistas e movimentos sociais no BrasilA humanidade enfrenta hoje enormes desafios, decorrentes dos efeitos cumulativos de duzentos anos de industrialização, exacerbados pela aceleração do ritmo da pesquisa científica e da inovação tecnológica e sua difusão pelo sistema econômico, assim como pelas condições do capitalismo globalizado. São questões com as quais nenhuma cultura do passado teve que se defrontar, envolvendo a degradação do meio ambiente, as mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas e a procura de energias renováveis; a conectividade global na produção atual de conhecimentos; as promessas e riscos presentes nas fronteiras da tecnociência, a forma como essas atividades são hoje realizadas, e o problema do seu controle democrático pela sociedade; o enorme progresso potencial que representam para o mundo moderno e a redefinição da própria condição humana. Ciência, técnica e interesses sociais e econômicos estão hoje profundamente imbricados, interagindo e influenciando-se mutuamente; muitos movimentos que lutam por mudanças já perceberam que somente com uma apropriação cidadã ampla desses temas será possível enfrentar os desafios de nosso tempo. Essa percepção fundamenta a proposta de organizar, junto com o próximo Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, em janeiro de 2009, de um “Fórum Ciência e Democracia”. Como afirma a convocatória deste Fórum, lançada em fins do ano passado, “pensamos que a construção de um espaço de cooperações abertas, de debates públicos, amplos e democráticos, entre cientistas e organizações do movimento social em escala planetária abriria perspectivas novas para: 1) promover e desenvolver o estatuto de bens comuns dos conhecimentos da humanidade; 2) debater os desafios e os meios para a ciência e os cientistas exercitarem sua responsabilidade social; 3) reforçar a autonomia da pesquisa, defender as missões de serviço público da pesquisa, e melhorar as condições nas quais as atividades científicas são realizadas pelos estudantes, pesquisadores e engenheiros; 4) reforçar a capacidade dos movimentos cidadãos de produzir conhecimento e de ser parceiros das instituições científicas; 5) reforçar a capacidade das nossas sociedades, tanto ao Norte como ao Sul, de tomar decisões democráticas no campo das ciências e das tecnologias. Os membros da comunidade científica e os atores dos movimentos sociais precisam compartilhar seus conhecimentos especializados e suas concepções para construir uma sociedade mais respeitosa dos direitos humanos, das culturas e das necessidades sociais e ecológicas” (http://fsm-science.org/). O êxito desta iniciativa dependerá, em grande medida, da capacidade de membros da comunidade científica e universitária e de movimentos sociais brasileiros estabelecerem esse diálogo já na preparação do evento, de modo que, como atores do país anfitrião, possamos fecundar o Fórum com os desafios e debates que nos mobilizam. De fato, vivenciamos, por nossa condição dependente e pelas profundas desigualdades que marcam o Brasil, todos os problemas relacionados à ciência e à técnica contemporâneas de forma mais contundente: a apropriação privada dos frutos da pesquisa pelas corporações tem aqui um impacto devastador sobre os setores majoritários da população, que são marginalizados pelo mercado, reforçando a importância da defesa da ciência como bem comum. O descaso para com a atividade científica, a pouca autonomia concedida à pesquisa e a falta de garantia de seu caráter público predominam no capitalismo periférico. A fragilidade da sociedade civil cria dificuldades suplementares para a apropriação dessas temáticas, para se combater a mercantilização do conhecimento e disputar seu direcionamento perante os frente aos interesses dos distintos setores do capital. Como é possível, nestas condições, desenvolver a ciência com responsabilidade social e compromisso público? Como podemos garantir as condições de acesso aos frutos da pesquisa pela maioria da população? Como podem a ciência e a técnica contribuir democraticamente para a superação dos problemas nacionais até hoje não resolvidos? E, mais ainda, contribuir para o enfrentamento das grandes questões que afligem o conjunto da humanidade? É com essa pauta que conclamamos os membros da comunidade científica e universitária e os atores dos movimentos sociais do Brasil a participarem da articulação de uma rede brasileira “Ciência, capitalismo e democracia”, que terá como seu primeiro desafio organizar nossa participação no Fórum de Belém em 2009.
Regra de domínio na internet é ampliadaFolha de S. Paulo, 27 de junho de 2008 A principal agência de supervisão da internet aprovou a introdução de novos domínios na web, em uma mudança em que os tradicionais .com e .org ganharão a companhia de centenas, talvez milhares de novos endereços, como .sports, .bancos ou .brasil.
Com isso, deverão surgir mais endereços que terminem com o nome de uma cidade ou de um produto, por exemplo. Também poderão surgir batalhas judiciais por endereços que são marcas registradas. A Icann (entidade que coordena a internet) aprovou as novas diretrizes e também a decisão de iniciar o período de comentário público sobre uma proposta que pela primeira vez permitiria endereços inteiramente expressos em outros idiomas que não o inglês. Os novos domínios provavelmente não começarão a aparecer antes do ano que vem, e a Icann não tomou decisões sobre nomes específicos, por enquanto. Ela ainda precisa decidir muitos detalhes, entre as quais as taxas de obtenção de novos nomes, que devem exceder os US$ 100 mil por domínio, a fim de ajudar a Icann cobrir custos de US$ 20 milhões. Os domínios ajudam computadores a encontrar sites e a direcionar e-mails. Acrescentar novos domínios pode facilitar aos sites a adoção de nomes fáceis de memorizar, já que muitos dos melhores nomes com o domínio .com estão em uso ou sob o controle de terceiros. As novas diretrizes tornariam mais fácil a empresas e grupos propor novos domínios. A Icann aceitou sugestões apresentadas em 2000 e 2004, mas as revisões demoram muito tempo e uma das propostas, .post, para serviços de correio, ainda não recebeu aprovação final após de quatro anos de avaliação. Nas duas rodadas de expansão do número de domínios realizadas até agora, apenas 13 sufixos foram aceitos. As novas diretrizes, mais enxutas, determinam que os interessados passem por um período inicial de revisão durante o qual qualquer pessoa poderia se opor ao pedido, alegando questões como racismo, conflito de marcas e semelhança a domínios existentes. Caso não haja objeção, a aprovação seria concedida rapidamente. Alguns dos membros do conselho da Icann expressaram preocupação com a possibilidade de que as regras façam dela um órgão de censura, encarregada de decidir o que pode ser considerado passível de objeção por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. "Caso o sistema seja implementado de forma ampla, a recomendação permitiria que qualquer governo na prática vetasse um sufixo que o incomode", disse Susan Crawford, professora de direito em Yale e membro do conselho. Ela votou em favor das mudanças nas normas, mas posteriormente solicitou esclarecimentos.
A demanda por esses nomes vêm crescendo em todo o mundo, à medida que o uso da internet se amplia entre povos que não falam inglês ou não podem digitar facilmente os caracteres usados na língua inglesa. Hoje endereços expressos parcialmente em caracteres de outros idiomas são ocasionalmente possíveis, mas o domínio está limitado a certos caracteres. A Icann aprovou também recomendações cujo objetivo é reprimir a prática da "degustação" de nomes de domínio -o equivalente on-line a adquirir roupas novas com um cartão de crédito e em seguida devolvê-las e pedir reembolso depois de usá-las em uma grande festa.
Industrias criativas e software livreNas próximas duas semanas o G-Popai estará recebendo dois pesquisadores estrangeiros para palestras na EACH-USP Leste. A primeira palestra, na próxima 3a feira, dia 10, será com Volker Grassmuck, discutindo a ascenção das novas indústrias criativas. Na quinta-feira da semana seguinte (dia 19), a palestra será com Gabriella Coleman, discutindo a ascenção do software livre e a formação de uma consciência legal na comunidade hacker. As palestras serão em inglês. Não haverá tradução. Creative Industries, Palestra com Volker Grassmuck, Humboldt-Universität zu Berlin Terça-feira, 10 de junho, 14 horas Auditório Vermelho - EACH The discourse on a new phase of capitalism originated in the U.K. and now dominates politics in Germany and the EU. It is defined as "those industries which have their origin in individual creativity, skill and talent and which have a potential for wealth and job creation through the generation and exploitation of intellectual property.“ (DCMS Creative Industries Task Force, October 1998.) For the workshop I will give a brief overview on the official creative industry politics incl.
The Ironic Rise of Free and Open Source Software and the Making of a Hacker Legal Consciousness, Palestra com Gabriella Coleman, New York University Quinta-feira, dia 19 de junho, 14 horas Anfiteatro 3 (bloco didático) - EACH In the span of just two decades, free software hackers and enthusiasts successfully secured a domain of legal autonomy for software production during an era of such unprecedented transformations in intellectual property law that critics describe them with ominous terms like the “second enclosure movement” and “information feudalism”. Not only did this movement first arise and consolidate while largely unaware that it was in the midst of this second enclosure movement, but it also survived and flourished, only later to cultivate an accentuated consciousness of the legal transformations driving these enclosures. This dynamic should make us pause to reassess and reappraise the historical relationship between these two countervailing legal trends in the digital era. This chapter addresses this relationship by presenting these trends as two related but initially independent historical trajectories that over the last decade have become intimately intertwined. The first trajectory pertains to free software's maturity into a global techno-social movement and the second turns to the globalization of intellectual property provisions that led to the types of enclosures so famously covered and critiqued in the work of a host of legal thinkers.
G8 criará polícia do copyrightOs informes esclarecem que ipods, iphones, laptops e outros dispositivos digitais poderão ser confiscados por funcionários das alfândegas conforme um novo acordo confidencial para fazer cumprir as leis de propriedade intelectual que se está negociando atualmente entre os países do G8. Canadá, Estados Unidos e vários estados europeus (incluindo a Inglaterra) estão aprovando secretamente um novo acordo internacional pelo qual a informação contida nos ipods e outros dispositivos poderia estar sujeita a investigação por funcionários das alfândegas que assumiriam um novo papel como polícias do copyright. Pela chamada Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA), as nações participantes formarão uma coalizão internacional contra o desrespeito ao copyright. O acordo, que vai ser discutido na próxima reunião do G8 em Tóquio, em julho, criará regras e regulamentos para controlar as copias privadas e as leis de propriedade intelectual e propõe o estabelecimento de um órgão regulador internacional, “que converterá os funcionários das alfândegas e outros agentes de segurança pública em polícias de copyright”, informam o Ottawa Citizen, o National Post e outros órgãos da imprensa canadense. Isso daria à polícia do copyright o trabalho de revistar laptops, ipods, iphones e outros dispositivos pessoais em busca de conteúdo que viole as leis de propriedade intelectual, “inclusive CDs e DVDs pirateados”. Nesta prática totalitária, a polícia do copyright teria autoridade para decidir que conteúdo viola as leis de propriedade intelectual. Isto também inclui qualquer conteúdo copiado em um DVD ou um reprodutor de vídeo digital possível de ser inspecionado pelos funcionários. Noticia original: http://www.faq-mac.com/noticias/node/30644; Fontes em inglês: http://www.canada.com/ottawacitizen/story.html?id=bbbaf436-e632-44a7-8f58-7d2c80f3f1db; http://www.nationalpost.com/todays_paper/story.html?id=536951
O Blog da Lula GiganteA pesquisa científica em rede domina hoje praticamente todas as áreas das ciências naturais. Os resultados são os mais surpreendentes. Uma iniciativa que, sem dúvida, deleita não só especialistas, mas também o grande público com interesse na vida marítima é o Blog da Lula Colossal, capturada por pescadores neozelandeses nas águas da Antártida. O espécime está sendo dissecado e estudado por biólogos do Museum of New Zeland Te Papa Tongarewa, em Wellington. Todo o processo é fotografado, filmado e disponibilizado pela rede, tanto no blog dos cientistas envolvidos no processo, como no site do próprio museu.
Não continue um virgem, salve a internet!Uma recente campanha "agressiva" tenta alertar para o perigo de se acabar com a neutralidade da rede.Algumas grandes empresas, como o grupo Virgin, mais o governo inglês estão planejando limitar o acesso à internet de uma forma que infrinja sob a liberdade ou a "neutralidade da rede". A internauta Tania promete "fazer amor" com todo o virgem que defende a internet. Ela diz que está utilizando o sexo de uma forma positiva para espalhar o alerta. A neutralidade da rede é de suma importância para resguardar a liberdade de expressão e a inovação na internet. Veja aqui o site e o vídeo da campanha.
México vence biopirata americano que patenteou um feijão tradicional do país latUma decisão pioneira anula a patente do produto centenárioDe Rafael Méndez Em Madri A biopirataria -a apropriação de remédios e plantas tradicionais por parte de grandes empresas- começa a se chocar com a lei. Em uma decisão pioneira, o escritório de patentes dos EUA anulou a patente de um tradicional feijão mexicano que uma empresa de sementes do Colorado registrou como sua. A patente permitia que a empresa cobrasse por cada libra (0,450 kg) que o México exporta para os EUA, apesar de ser tradicional ao sul do rio Grande há um século. A FAO (agência da ONU para a alimentação) e outros organismos internacionais recorreram e o feijão amarelo volta a ser dos agricultores. Larry M. Proctor é um sujeito esperto. Através de sua empresa de sementes, a Pod Ners, encontrou em 1994 um feijão amarelo muito cobiçado no Colorado. Disse que era o produto de cruzamentos únicos e lhe deu o nome de sua esposa, Enola. Em 15 de outubro de 1996, Proctor pediu a patente do feijão Enola. Ficou registrado no órgão de patentes dos EUA em 13 de abril de 1999. Ninguém contestou o opaco processo. O feijão, seu material genético, já era propriedade de Proctor. Seu número de patente, 5.894.079, lhe dava todos os direitos. Anos depois, as empresas mexicanas começar a exportar para os EUA esse mesmo feijão, só que o chamavam de "azufrado" [enxofrado] ou "mayocoba". E Proctor exigiu de todas elas US$ 0,60 por libra importada. Foi demais. Arruinou as importações e ficou com o mercado. Assim funciona a biopirataria, o termo que descreve as empresas que se apropriam dos remédios tradicionais ou das variedades de cultivo que os agricultores utilizam há séculos. A FAO e o Centro Internacional para a Agricultura Tropical (Ciat) começaram em 2001 um processo para recuperar a patente do feijão. Como explica da Colômbia Daniel Debouck, responsável pela Ciat, se concentraram em demonstrar que o Enola era na verdade o feijão conhecido cientificamente como Phaseolus vulgaris. Recorreram ao banco de sementes e demonstraram que ele abrigava pelo menos seis variedades indistinguíveis do feijão de Proctor. "Esse feijão é, por sua cor, muito apreciado no sudoeste dos EUA e no norte do México e Proctor começou a processar os agricultores que o plantavam", indica Debouck. O caso se transformou em símbolo, e na última terça-feira o escritório de patentes decidiu que o feijão patenteado é na verdade "uma variedade da ervilha comum de campo Phaseolus vulgaris" e que isso inclui "a planta, a semente, o material que se propaga, sua progênie e seus híbridos". Em sua resolução de 48 páginas, afirma que Proctor comprou um pacote de sementes desidratadas em 1994, que as plantou no condado de Montrose e patenteou as descendentes desses feijões definindo-as como possuidoras de uma cor amarela "única". É um problema crescente no qual empresas de alimentação e farmacêuticas patenteiam remédios tradicionais empregados há muito tempo por indígenas. O Brasil quer controlar o acesso de estrangeiros à Amazônia para evitar essa biopirataria. Há casos muito famosos como a vincristina, um medicamento que a Lilly patenteou contra a leucemia, que é extraído em Madagascar da rosa de Periwinkle. Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Lado obscuro da Monsanto é revelado em livroUma jornalista francesa acabou de lançar um livro e um documentário sobre a história obscura da Monsanto e sua ligação íntima com governos, cientistas e imprensa pelo mundo.Vejam o comentário de André Trigueiro na Rádio CBN Livro sobre Monsanto revela lado obscuro da multinacional ligada a transgênicos e reportagem da Carta Ca pital aqui
Via Campesina ocupa Monsanto e destrói experimentos em SPAs mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (07/03). Veja outras fotos da açãoAssista ao vídeo da ação A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer). A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar. A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina (veja outras ações no Especial 8 de Março), que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado. A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países. Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace. Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos. A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial. A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas. A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura. Publicado originalmente em: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5045
Cena típica da mais nova corrupção policialUm camelô vendendo de DVDs em uma rua movimentada de São Paulo. Uma perua da Polícia Federal se aproxima. Ele fala para o freguês: “Sujou”. O freguês sai andando com alguns DVDs. O camelô cumprimenta os policiais, sai atrás do freguês e diz: “Eles são amigos”. O freguês paga pelos DVDs, cumprimenta o camelô e provavelmente sai pensando: “O envolvimento da polícia nas teias do narcotráfico começou com o jogo do bicho”. No mundo mercantil, quando surgem novas práticas sociais que parecem razoáveis para as pessoas comuns e as leis não são alteradas para comportá-las, as práticas se impõem mesmo contra as leis - mas a sociedade paga um preço por manter leis irracionais para o povo. O que se passa na pequena corrupção dos policiais que achacam camelôs de DVDs é um pequeno tumor que provavelmente já envolve relações dos orgãos de segurança com os grandes intermediários responsáveis pela gravação das centenas de milhões de CDs e DVDs. E que crescerá muito a menos que a legislação de direitos autorais seja alterada para se adaptar ao novo caráter dos bens culturais, que permitem sua reprodução infinita praticamente sem custos.
Reflexividade, medo e choqueQue a reflexividade é uma característica central da sociedade moderna é um fato bem estabelecido pela sociologia contemporânea. As instituições do capitalismo atual incorporam ativamente todo conhecimento disponível para atingir seus objetivos, atuando estrategicamente e modificando-se sempre que necessário – uma das razões pelas quais a luta pelo conhecimento livre se torna cada vez mais decisiva. Da publicidade na construção do consumo e do consumidor às pesquisas de intenção de voto nas campanhas eleitorais, da flexibilização das estruturas de dominação social ao espetáculo, este processo vem em um crescendo à décadas, expandindo-se com as tecnologias da informação e da comunicação, a aceleração da inovação tecno-científica a e as redes. Mas esta tendência cada vez mais forte da racionalidade sistêmica franqueou um novo patamar na globalização neoliberal, com o uso do consciente pelo poder do medo e de “terapias de choque” para paralisar a sociedade e manter sua fragmentação e desarticulação. Não é por acaso que dois livros recentes colocam esta como uma dimensão central do presente: Medo líquido, de Zygmunt Bauman, e The Shock Doutrine, de Naomi Klein. Bauman contrapõe à busca de estabilidade, solidez e certeza da modernidade clássica à liquidez do mundo neoliberal, mostrando como lhe é inerente a construção da incerteza, da instabilidade, da insegurança social, sistêmica e existencial, uma sociedade onde todos são educados e compelidos à sentir medo para se contentarem em aceitar a precária segurança do “sistema”, que ao menos é conhecido! Klein, depois de dissecar o trabalho escravo por trás das marcas em Sem Logo, mostra agora – partido da analogia aos tratamentos de eletro-choque – como o capitalismo cada vez mais militarizado utiliza uma terapia de choque para manter as populações aturdidas e passivas perante agressões essenciais à sua sobrevivência. Duas leituras essenciais.
Expedicion Donde MirasO Epidemia apoia e participa daExpedición DONDE MIRAS Caminhada Cultural Pela América Latina Trecho São Paulo-Curitiba O trecho São Paulo-Curitiba da Caminhada Cultural, compreende uma pequena parte da expedição, que pretende estender seu percurso por outros países da América Latina. (Etapa 1: Brasil, Paraguay, Uruguay, Argentina e Chile ) maiores informações aqui
Sarau do Binho no EntreLinhasAssista à matéria do programa EntreLinhas, da TV Cultura, sobre o Sarau do Binho, onde o pessoal mostra toda semana o que é fazer arte livre e com qualidade.
Festa e Idéias - ativismo poético!Uma festa performática, um sarau, um espaço aberto de encontros e parcerias entre artistas, ativistas e movimentos sociais: Kiwi Companhia de Teatro, Coletivo Epidemia, Movimento Ecologia Urbana, Centro Cultural Popular da Consolação, Editora Toró, escritores e poetas periféricos, ong Religare, roda de samba, grafiti com Thiago Vaz, instalações interativas no frigorífico, dj Julião, vj Gavin Adams, projeção, improviso musical, performance na cozinha, mágica e o que mais vier.Rua da Consolação 1901 - Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC) 14 de dezembro (sexta-feira) à partir das 21h venha quem quiser, contribua com o que puder!
Seminário “Ciência e capitalismo hoje”Centro Cultural Maria Antonia 28 e 29 de novembro, quarta e quinta-feiras O seminário será promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, e terá como organizadores e participantes:
Reunião preparatória para o Fórum Social Mundial Quarta-feira, 28/11/2007 1) Abertura (14:00 - 15:30)
2) Mesa sobre tecnologias da informação (16:00 - 18:00)
3) Mesa sobre sementes (19:30 - 21:30)
Quinta-feira, 29/11/2007 4) Mesa sobre medicamentos (14:00 - 16:00)
5) Mesa sobre universidade pública (16:30 - 18:30)
6) Encerramento (19:30 - 21:00)
IFPI.com agora é propriedade do Pirate BayOs suecos do Pirate Bay já nos habituaram às suas inúmeras ações hilariantes, mas esta é demais: a Feferação Internacional da Indústria Fonográfica ( IFPI), entidade que representa os interessas das quatro grandes editoras discográficas por todo o globo, esqueceu-se de renovar o registro do nome de domínio IFPI.com, em resultado desse desleixo, o pedeu para um blogger anônimo que por sua vez o decidiu doar a brokep, o administrador do tracker de BitTorrent, tal como o comprovam os dados do WHOIS do site.Maiores detalhes aqui "Novo" site http://ifpi.com/ifpi/
Segundo dia - Conhecimento e Cultura LivresPreto Michel, Bnegão, Adriano (mediador), GOG e Gabriel Mendonça.
foto: Waldo
Fotos do primeiro dia - Conhecimento e Cultura LivresCEU Parque Veredas - Itaim Paulista A mesa: Kil Abreu, Allan da Rosa, Maria Elisa Cevasco e André Bueno.
fotos: Waldo
Fotos do primeiro dia - Conhecimento e Cultura LivresCEU Parque Veredas - Itaim Paulista
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Fotos do primeiro dia - Conhecimento e Cultura LivresCEU Parque Veredas - Itaim Paulista
fotos: Waldo
Fotos do primeiro dia - Conhecimento e Cultura LivresCEU Parque Veredas - Itaim Paulista fotos: Waldo
Caravanas para os debatesEstamos organizando a ida de quem tiver interesse para os debates que acontecem nos dias 23, 24, 25 de outubro no CEU Parque Veredas, no Itaim Paulista, e nos dias 30 e 31 de outubro e 1° de novembro no CCJ, na Vila Nova Cachoeirinha.Cadastre-se no nosso Fórum e participe dos debates!!!
Estudantes franceses ganham pendrives com softwares livresAs autoridades educacionais da região de Ile-de-France distribuiram 213 mil pendrives para estudantes e professores. Além de fomentar a cultura tecnológica entre os alunos, o pendrive vem carregado com ferramentas e aplicações baseadas em software livre, como o Firefox, VLC, OpenOffice, Thunderbird, Sunbird, Sumatra PDF, Miranda, Fullsync, entre outras. Todas as ferramentas já vem instaladas no pendrive de 1 GB tem somente que conectar ao seu PC para usar. Junto com a distribuição dos pendrives, foi estabelecido um novo portal (campusb) onde se encontram os tutoriais para os programas instalados, personalização de páginas através de Netvibes e múltiplas fontes de informação junto com um motor de busca específico para a área educacional. "A escolha inovadora de propor programas livres demonstra o compromisso da Região no sentido de reequilibrar a oferta informática disponível para os alunos e professores entre as soluções proprietárias e livres", disse o comunicado do conselho escolar. Antes, outro conselho escolar francês, o da região dos Alpes Marítimos já tinha distribuido um pendrive com ferramentes semelhantes para cerca de 13 mil alunos do distrito. E o da Bretanha também distribuiu para seus alunos CDs com softwares livres como OpenOffice.org, Mozilla, Gimp, FileZilla, Dia, Audacity, Blender, Abiword, entre outros. Todavia, nunca antes ocorreu uma distribuição tão massiva como agora, abarcando 175 mil alunos e 40 mil professores. Noticiasdot.com
A política da cultura II: Arundhati RoyInstant Mix Imperial Democracy Buy One Get One Free (84 minutos)
O problema que me preocupa hoje Vejam outros videos
A política da cultura I: Eduardo GaleanoIdentidad latinoamericana, de Eduardo Galeano Vejam os demais videos
Túlio Vianna e a descriminalização da piratariaQuase uma hora de discussão sobre pirataria com advogado, representante da Sony Music, artista independente e lobista da industria do DVD (a versão tosca do cara de "Obrigado por Fumar").
A Riqueza das Redes, segundo Yochai Benkler
Primeiro debate. A transição do Industrial para o Interconectado e Exemplos de Produção Social (Capítulos 1e 3) - Imre Simon, Hélio Nogueira da Cruz e José Fernando Perez Segundo debate. Análise Econômica da Produção Social (Capítulos 2 e 4) - Guilherme Ary Plonski, Milton Campanário e Pablo Ortelado Terceiro debate. A Análise Antropológica e Cultural da Produção Social (Capítulo 8) - Gilson Schwartz, Marcos Lanna e Martin Grossmann Quarto debate. Uma Análise Sócio-Política da Produção Social: A Esfera Pública Interconectada (Capítulos 6 e 7) - Sergio Amadeu da Silveira, Eugênio Bucci e Cícero Romão Resende de Araujo Quinto debate. Uma Análise Sócio-Política da Produção Social: Justiça Social e Desenvolvimento (Capítulo 9) - Jorge Machado, Laymert Garcia dos Santos e Ricardo Abramovay O sexto debate do Ciclo Temático "A Riqueza das Redes", organizado pelo Grupo de Estudos sobre Informação e Comunicação (Edic) do IEA, será no dia dia 18 de outubro, às 14h30, com o tema "As Batalhas sobre a Ecologia Institucional". O expositor será Pablo Ortellado, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Guilherme Carboni, da Fundação Armando Álvares Penteado, e Arnaldo Mandel, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, serão os debatedores. Textos e todos os materiais relacionados ao Ciclo Temático sobre a Riqueza das Redes
Videos Naomi KleinPessoal, vale conferir esses pedacinhos de vídeos com a Naomi Klein!Que aprovechen! E se gostarem busquem a continuação na Rede! The Shock Doctrine - Parte 1 de 6The Privatization of WarThe Neoliberal Project- Parte 1 de 8
Debate - Conhecimento e Cultura LivresCar@s,O lançamento do Projeto Conhecimento e Cultura Livres foi um sucesso. E devido à grande repercussão do tema, o Epidemia convida para um debate sobre a questão dos Direitos Autorais, da Produção e Distribuição da cultura hoje. Quinta-feira, dia 27 de setembro, às 19h na Ação Educativa Rua General Jardim, 660, vila buarque - próximo ao metrô sta. Cecília. Queremos, com esse evento, esclarecer algumas questões e levantar outras, para que possamos, juntos, pensar a cultura livre. Farão exposições o Pablo Ortellado (professor da USP leste), Sacolinha (escritor) e o Guilherme Carboni (advogado com trabalhos em propriedade intelectual) e outros convidados. Mas a intervenção de todos no debate é essencial.
Festa de Lançamento - Projeto Conhecimento e Cultura LivresA festa de lançamento do Projeto Conhecimento e Cultura Livres foi um sucesso.
Pela repercurssão do assunto estamos propondo para quinta feira de semana que vem, dia 26 de setembro, um debate sobre o tema DIREITOS AUTORAIS.
Ata da última reunião ampla do Epidemia - Sábado, 15/09, no FÓRUMA ata da última reunião do coletivo já está no fórum do site. É só clicar em Fórum, no canto superior esquerdo deste espaço virtual e acessar o ítem Organização do Coletivo, no próprio fórum.
Agradecimentos viróticos ou virais!
AGENDA - Projeto Conhecimento e Cultura LivresPessoal, Estamos numa boa fase do projeto "Conhecimento e Cultura Livres: Disputas, Práticas e Idéias". Tivemos uma reunião bastante produtiva e animada de mobilização de possíveis parceiros no dia 31/08.Tiramos dela novas atividades artísticas, conhecemos parceiros institucionais (como o pessoal do CCJ, um dos abrigos do debate), surgiram propostas de divulgação e de parceria na produção audiovisual, por exemplo. A reunião foi tão boa que marcamos outra para esta quinta-feira, dia 13/09. É importante que, quem tiver disponibilidade, compareça. Tenho certeza que vai ser divertido, como foi a última. Devem estar presentes diversos grupos que têm interesse no projeto e seria muito legal termos um bom número de epidêmicos para espalharem a Epidemia... Além disso, postei abaixo uma agenda de atividades ligadas ao projeto. Comecem já a organização das agendas. Besos a tod@s.
13/09 – Reunião ampla de mobilização. Na Ação Educativa (rua General Jardim, 660) às 19h30 10/10 – Plenária de mobilização no CEU Veredas, no Itaim Paulista
Observatório do Direito à ComunicaçãoA melhor fonte de informação sobre o que se passa no mundo digital é hoje, no Brasil, o site Observatório do Direito à Comunicação http://www.direitoacomunicacao.org.br/. Editado por Diogo Moyses e Michelle Prazeres, ele é “uma iniciativa do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, cujo objetivo central é criar um ambiente de acompanhamento, fiscalização e reflexão sobre as políticas públicas do campo da comunicação. Com o Observatório, o Intervozes pretende reunir, organizar e oferecer às pessoas e organizações da sociedade civil envolvidas na luta pelo direito à comunicação referências concretas que potencializem sua intervenção política, no Brasil e em fóruns internacionais”. Os textos (notícias, análises, biblioteca, entrevistas e agenda) estão agrupados em torno de nove editorias: comunicação popular e comunitária; políticas culturais; convergência, internet e inclusão digital; comunicação e educação; liberdade de expressão e exercício profissional; radio e TV digital; conteúdo e programação; concessão e propriedade dos meios; e propriedade intelectual. O site divulga um boletim e tem um serviço eficiente de RSS (feeds ou agregadores de conteúdo), que permite seguir as atualizações dos distintos tipos de matérias em tempo real – ver http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/listar_rss.php/.
Seminário de Bibliotecas DigitaisDe 18 a 20 de setembro será realizado o Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais Brasil, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT) e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo (USP) apóiam o evento. O objetivo é promover a discussão entre profissionais das áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Ciências da Computação e outros ligados à área de Tecnologia da Informação sobre a temática de Bibliotecas Digitais. O evento visa aprofundar discussões abordadas nas iniciativas anteriores e ampliar o projeto com a introdução de temas emergentes. Em razão do ritmo acelerado das inovações na área digital, é necessário que se estabeleça um fórum de discussão contínuo para monitoramento dos avanços conceituais e práticos na área de bibliotecas digitais. Busca-se também explorar temas que estejam alinhados aos programas e projetos governamentais, tais como iniciativas em Arquivos Abertos (Open Archives) e a importância do desenvolvimento de bibliotecas digitais como facilitadores da inclusão social. Bem como serão abordados, paralelamente, aspectos relacionados a questões legais de acesso livre, repositórios institucionais, convergência de mídias digitais, preservação digital, tecnologia, padrões e formatos utilizados na estrutura de Bibliotecas Digitais e projetos em andamento no cenário nacional e internacional.. Mais informações pelos tels.: (11) 3091-1573/ 1545
Pesquisadora pede afastamento e diz que CTNBio não cumpre sua função
Lia Giraldo da Silva Augusto, indicada por ONGs ambientais para a comissão, acredita que há contradições entre biossegurança e biotecnologia nao julgamento da liberação comercial de transgênicos. SÃO PAULO – Não raro, as deliberações na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) causam discórdias entre os próprios membros da comissão. No caso da recente aprovação para a comercialização do milho transgênico da Bayer não foi diferente. Na semana passada, Lia Giraldo da Silva Augusto, uma das integrantes titulares da CTNBio, decidiu se afastar do conselho por não concordar com os procedimentos do órgão.
Natália Suzuki, Carta Maior, http://www.agenciacartamaior.com.br/
Lançamento do projeto Conhecimento e Cultura LivresNesta sexta-feira, dia 31 de agosto, o projeto "Conhecimento e cultura livres: disputas, idéias e práticas", do Epidemia e da Ação Educativa, será apresentado para organizações não-governamentais, movimentos sociais e ativistas. Ele foi um dos projetos selecionados para patrocínio pelo programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura. A atividade ocorrerá na sede da Ação Educativa, Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, a partir das 19 horas. Não deixe de comparecer!
reunião do epidemia neste sábado, dia 25 de agosto.pessoal do epidemia,o projeto que aprovamos no minc, em parceria com a ação educativa, está começando a engrenar, mas para que isso aconteça do jeito que imaginamos é preciso que todos saibam o que já foi decidido (por exemplo, o lançamento 'oficial e festivo' do projeto) e quais as propostas que precisam de encaminhamento (oficinas preparatórias, liberação de pessoas, situação de fortaleza, novos convidados para as mesas, parceiros para as atividades artísticas etc.). por isso, proponho que neste sábado, dia 25 de agosto, o epidemia faça uma reunião de discussão e trabalho (divisão de tarefas) com pauta exclusiva sobre o projeto. o melhor lugar seria a ação educativa, mas falta acertar com eles. proponho 15 horas em ponto (pra começar às 15h20, claro). abraços fernando
Neutralidade da Internet e liberdade: a censura do Pearl JamLessig fez um post interessante em seu blog comentando a censura da AT&T sobre o Pearl Jam. Para quem não sabe, segundo o Los Angles Time, o Pearl Jam, durante um show transmitido on-line na internet pela AT&T, teve críticas ao Bush censuradas pela companhia. Representantes da AT&T alegaram erro, pois os responsáveis pela censura não deveriam censurar músicas, mas apenas comentários impróprios (!?). Erro ou não, o poder discricionário da AT&T nos EUA apenas mostra que a neutralidade da rede (da internet) é fundamental para que tanto inovações tecnológicas como conteúdos não sejam impedidos de chegar ao público por quem detém o monopólio. Nesse sentido, as grandes companhias telefônicas e de cabo (no Brasil, como a Telefônica e Telemar, e NET e TVA) não devem ter controle sobre o conteúdo transmitido. Vale notar ainda que no post em seu blog, Lessig faz uma crítica pertinente aos arrogantes economistas e suas teorias. Soube do post do Lessig a partir do excelente blog sobre propriedade intelectual against monopoly (contra o monopólio), mantido por economistas liberterais/libertários que fazem parte do stablishment de economistas da academia norte-americana. Outros textos (mais sistemáticos e reflexivos) sobre o assunto, tomados a partir de links nos posts originais podem ser acessados aqui e aqui.
Cartilhas sobre conhecimento livreHá duas cartilhas em português bastante didáticas e sistemáticas sobre a forma como o Brasil adotou o sistema de propriedade intelectual imposto pelos Estados Unidos quando da formação da OMC. Ambas são de autoria de Cícero Gontijo, professor de direito de propriedade intelectual da FGV-RJ Elas são: As transformações do sistema de patentes, da Convenção de Paris aos Acordo TRIPS. A posição brasileira. Fundação Heinrich Böll, 2005, disponível em http://boell-latinoamerica.org/download_pt/trips_1105.pdf e Acordo Trips: acordo sobre aspectos dos direitos de propriedade intelectual. Caderno de Estudos do Inesc, Instituto de Estudos Socioeconômicos, 2003, que pode ser baixada aqui
A Fundación Via Libre, de Córdoba, Argentina acaba de disponibilizar em formato pdf, um livro interessante, didático e diverso, animado por Beatriz Busaniche, intitulado Monopolios artificiales sobre bienes intangibles (MABI), uma ferramenta de trabalho muito útil sobre diferentes aspectos da luta pelo conhecimento livre. Seus cinco capítulos descrevem e analisam as disputas vinculadas à privatização da vida e do conhecimento, terminando com um capítulo sobre a convergência de movimentos contra direitos autorais, patentes e outros monopólios sobre a vida, a cultura livre, as bibliotecas populares e o acesso ao conhecimento, etc. Participaram da publicação desta obra Grain, Silvia Ribeiro do ETC Group, Susana Fiorito e a Biblioteca Popular Bella Vista, Pablo Vannini do Colectivo La Tribu, Werner Westermann de Educalibre, Sergio Cayuqueo de Futa Traw Gran Parlamento Indígena, Silvia Rodriguez Cervantes da Universidad de Heredia, Costa Rica e a Red de Coordinación en Biodiversidad, Enrique Chaparro e Federico Heinz. Disponível em http://www.vialibre.org.ar/wp-content/uploads/2007/03/mabi.pdf
EPIDEMIA já é sétimo no googleO link do nosso site já alcançou a sétima posição no google quando a palavra digitada é "epidemia".Um termo que geralmente faz referência à questões médicas, de saúde pública, etc... já está ganhando outra conotação, a de que "conhecimento não se compra, se compartilha!". Definição de Epidemia (devidamente editada por nós): "Este termo tem origem no grego clássico: epi (sobre) + demos (povo) e sabe-se ter sido utilizado por Hipócrates no século VI a.C.. Um surto epidêmico ocorre quando há um grande desequilíbrio com o agente (ou surgimento de um), sendo este posto em vantagem." Espalharemos mais essa!?
Construindo a rede: Tim Berners-LeeA editoria "Construindo a rede", no nosso site, já tem uma série de artigos sobre a estrutura e perspectivas da internet, centrados em questões colocados por Tim Bernes-Lee, o criador da rede. Infelizmente três deles, muito decisivos, estão em inglês (não parecem existir traduções nem para o português, nem para o espanho). Estes são os únicos artigos em inglês em todo o site. Em primeiro lugar, temos o artigo "The Semantic Web", lançado em 2001 na Scientific American por Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, http://www.aepidemia.org/noticia/semantic-web. Ele colocou a proposta de estabelecer, sobre a rede atual, uma série de novas camadas de programas e endereçamentos, que a tornem qualitativamente melhor sinalizada e mais inteligente, de modo que grande parte das buscas que hoje tem que ser feitas pelas pessoas, possam ser feitas pelos computadores. Isso redefine não só os motores de busca, tipo Google, mas também, na medida em que o processo avance, a funcionalidade cotidiana da rede. Uma série de artigos em espanhol sobre o tema estão em na biblioteca e introduzem de forma didática a questão para não-especialistas. Em segundo lugar, temos o artigo da Science de 2006, intitulado "Creating a Science of the Web", assinado com Wendy Hall, James Hendler, Nigel Shadbolt e Daniel Weitzner, que lança a proposta das bases para criar uma ciência da rede, http://www.aepidemia.org/noticia/creating-science-web.
Finalmente, temos o depoimento que Tim Bernes-Lee deu este ano na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, intitulado "The Future of the World Wide Web", http://www.aepidemia.org/noticia/future-web, em que ele discute a problemática da rede de conjunto. E temos, acessoriamente, uma longa entrevista com ele, já antiga, do ano 2000, para o Correio, a revista da Unesco http://www.aepidemia.org/noticia/entrevista-tim-berners-lee. Embora estes temas pareçam abstratos, condicionarão boa parte da disputa futura sobre o conhecimento livre, que flui pela internet. Zé Correa
Um encontro para discutir Cultura Livre e CapitalismoGrupos de mídia tática, mídia radical e inclusão digital estão atingindo a maturidade. Se no início eles não tinham condições de discernir entre modelos de trabalho que preservam sua produção e autonomia, hoje as inúmeras experiências pelos quais passaram indicam possibilidades de atuação, financiamento e parcerias.Neste sentido, o tema "Cultura Livre e Capitalismo" foi amplamente debatido nos dias 14 e 15 de julho na Ação Educativa. No 1º debate "Ativismo, voluntariado e trabalho assalariado" muitos coletivos debateram se os membros devem ser remunerados ou não. O trabalho de construção da cultura livre deve ser feita por meio da contribuição voluntária e ativista ou pode admitir trabalho assalariado? No 2º debate "Financiamento e autonomia" as questões que emergiram na 1ª etapa foram recorrentes, discutiu-se também a conveniência política de se receber financiamento para a construção de nossos projetos autônomos, os riscos envolvidos, etc. Muitas falas apontaram para o "controle" e a pouca importância (financeira) que os financiadores (entidades públicas ou privadas, pequenas ou grandes), dão aos grupos. Domingo, dia 15, discutiu-se o tema "Quais as novas formas de geração de valor no capitalismo centrado na informação?" Procurou-se apontar quais as implicações políticas dos projetos que mobilizam comunidades de colaboradores voluntários em grandes projetos com fins lucrativos (Ubuntu/ Red Hat/ Apache)? Quais as novas modalidades de exploração involuntária dos usuários (Google) e quais os riscos para a privacidade? Fonte: Centro de Mídia Independente e Epidemia
Uma "súbita mudança de estado"George Monbiot chamou a atenção, em sua coluna no The Guardian, para um paper de autoria de James Hansen e cinco outros climatologistas, "Climate change and trace gases" http://pubs.giss.nasa.gov/docs/2007/2007_Hansen_etal_2.pdf. Nas palavras de Monbiot, se as afirmações de Hansen estiverem correntas, os relatórios publicados pelo Painel sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU, "poderiam ser absurdamente otimistas". Os modelos utilizados pelo IPCC trabalham com uma elevação do nível dos mares de 59 cms até 2100. Mas Hansen demonstrou que quando a temperatura aumentou 2-3º, há 3,5 milhões de anos, o nível dos oceanos aumentou rapidamente 25 metros! E encontrou evidências de que o gelo responde imediatamente à elevação da temperatura. Hansen mostrou, depois de 2005, que a elevação da temperatura global seria duas vezes mais sensível ao aumento dos gases do efeito estufa na atmosfera do que estabelecido até agora (com o ponto sem volta sendo atingido em torno de 2016!). Agora, ele e seus cinco colegas analisaram longas séries históricas de dados e mostraram que o derretimento das plataformas de gelo da Groelândia e da Antártica, já em curso, conheceriam uma aceleração brutal nas próximas décadas - em uma "súbita mudança de estado" físico (de sólido para líquido). Até agora, o IPCC sempre substimou as mudanças climáticas. Mas se as indicações de Hansen estiverem corretas, mudanças catastróficas já estariam ocorrendo em duas décadas e toda a discussão oficial sobre o Tratado de Kyoto beiraria o ridículo. Embora tenha sido um dos primeiros a lançar o alerta sobre o aquecimento global, Hansen vinha sendo otimista quando ao seu ritmo e às possibilidade de enfrentá-lo. Sua mudança de expectativas, aparentemente em função destes estudos, indica que estaríamos muito próximos do precipício: as condições que favoreceram o desenvolvimento da civilização "estariam terminando". E 2007 já está sendo prognosticado como o segundo ano mais quente da história, com previsões alarmistas para o verão no hemisfério norte. Ver George Monbiot em http://www.aepidemia.org/noticia/aquecimento-global
Lançada a licença GNU/GPL versão trêsA Free Software Foundation lançou oficialmente, no dia 29 de junho, a terceira versão da Licença Pública Geral (GNU/GPL), que não era modificada há quinze anos. As mudanças estão centradas principalmente na luta contra toda limitação à liberdade do usuário. Um ponto de atenção especial é impedir que terceiros patenteiem softwares produzidos sob licença GPL. Outro é proibir o uso de qualquer software sob esta licença em sistemas de tecnologia anticópias (DRM, ou Digital Rights Management), que restringem a liberdade do usuário. Mais informações em http://lists.gnu.org/archive/html/info-member/2007-06/msg00000.html ou http://under-linux.org/category/software-livre
Informar, sem desmobilizarQuando falamos de conhecimento livre, surgem uma série de questões novas, distantes da vida da maioria das pessoas, mesmo as bem informadas. Elas colocam disputas em torno das tecnologias de ponta e dos enormes riscos que elas trazem. Sementes "terminator", nanotecnologias, vida sintética, geoengenharia, são termos que por vezes nem estão nos nossos dicionários. Mas em torno deles estão se realizando investimentos de bilhões de dólares, movendo-se grandes interesses e desenvolvendo iniciativas que afetarão a vida de bilhões de pessoas. A Monsanto investe em sementes "terminator" (exterminadoras), estéreis, que - quando colhidas - não produzem novas sementes que os agricultores podem plantar, para obrigá-los a comprarem novas sementes da sua empresa; coloca em jogo, desta forma, o destino de três bilhões de camponeses no mundo que ainda vivem do ciclo tradicional da agricultura. Craig Venter, o cientista-empresário que acelerou drasticamente o projeto genoma humano (que queria patentear para sua empresa), apresentou na semana passada o primeiro organismo vivo sintético, de olho na transformação da celulose em etanol (ver http://www.aepidemia.org/noticia/vida-artificial). A Planktos Inc. do Canadá, com vistas no mercado de carbono vinculado ao Tratado de Kyoto, quer jogar entre 45 e 100 toneladas de nanopartículas ou de pó de ferro perto das Ilhas Galápagos (um dos ecosistemas mais delicados do planeta), afirmando que isso aumentaria a capacidade de absorção de carbono do mar na região - isso é um exemplo de geoengenharia! (ver http://www.aepidemia.org/noticia/piratas-clima). É neste "admirável mundo novo" que já entramos e do qual não podemos sair fechando os olhos. Vale a pena, assim, um esforço de informação. Recolhi, abaixo, em castelhano, algumas definições do Grupo ETC - Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração (http://www.etcgroup.org/es/ ) - cujas figuras mais conhecidas no Brasil são Pat Mooney e Silvia Ribeiro, que colaboram com movimentos como Via Campesina. Quem quizer realmente se assustar, pode navegar por seus textos. Entre os temas de trabalho do ETC estão estes duas: "BANG (Bits, Átomos, Neuronas y Genes)/ Tecnología Convergente: Se refiere al conjunto de técnicas que abren la posibilidad de manipular la materia átomo por átomo, lo cual está derivando en una nueva fusión entre poderosas tecnologías como la nanotecnología, la biotecnología, la tecnología de la información y las neurotecnologías (ciencias cognitivas). Todas están coincidiendo en una plataforma tecnológica común. El Grupo ETC denomina "BANG" a esta convergencia, pues se refiere a la manipulación de los bits de información, los átomos de la materia, las neuronas del cerebro y los genes que integran el código de la vida. Ejemplos de tecnologías 'convergentes' incluyen la nanobiotecnología, la biología sintética, digitalización de ADN y la ingeniería neuronal. Nanotecnología: la nanotecnología se refiere a la manipulación de la materia en la escala de un nanómetro (la milmillonésima parte de un metro). Las ciencias de nanoescala operan en el reino de los átomos y las moléculas. Actualmente, la nanotecnología comercial incluye la ingeniería de materiales... Mientras el autoensamblaje molecular se convierte en una realidad comercial, la nanotecnología se continúa moviéndose a la producción comercial. Si bien la nanotecnología ofrece oportunidades para la sociedad, también conlleva profundos riesgos sociales y ambientales, no solo porque es una tecnología que potencia a la industria biotecnológica, sino también porque incluye manipulación atómica y porque abre la posibilidad de la fusión entre el mundo biológico y el mecánico. Existe una necesidad urgente de evaluar las implicaciones sociales de las nanotecnologías, pero mientras eso ocurre, el Grupo ETC considera que debe establecerse una moratoria sobre la investigación de autoensamblaje y autorreplicación de las moléculas. Quem quizer, pode acessar o material completo em http://www.etcgroup.org/es/materiales/the_issues.html. Zé Corrêa
Campanha de acesso a medicamentos essenciaisO último jornal da Campanha de Acesso da ONG Médicos Sem Fronteiras (ver http://www.aepidemia.org/noticia/campanha-medicamentos), contém várias matérias importantes. 1) Apresenta três modelos alternativos para pesquisa e desenvolvimento e, conseqüentemente, ao sistema de patentes: de James Love (fundo para prêmios); do representante da empresa suiça Novartis; e da DNDi (Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas). http://www.aepidemia.org/noticia/alternativas-pesquisa-medicamentos e http://www.aepidemia.org/noticia/acesso-inovacao 2) Discute o caso do licenciamento compulsório na Tailândia. http://www.aepidemia.org/noticia/tailandia-medicamentos 3) Debate a falta de pesquisa e desenvolvimento para tuberculose. http://www.aepidemia.org/noticia/tuberculose-alternativas 4) E o caso Novartis x Governo indiano. http://www.aepidemia.org/noticia/novartis-india A capmpanha está centrada na petição "Pessoas são mais importantes que Patentes", cujo texto é o seguinte: "Milhões de pessoas em todo mundo hoje dependem de medicamentos a preços acessíveis produzidos na índia. A lei indiana contém elementos que fazem com que as pessoas sejam mais importantes que as patentes, mas a Novartis está processando o governo indiano para forçar a mudança da lei. Nem a Novartis, nem qualquer outra empresa, pode impedir as pessoas de terem acesso aos medicamentos que necessitam. Nós exigimos que a Novartis ABANDONE O CASO agora contra o governo indiano. Pessoas são mais importantes que Patentes: as vidas de milhões de pessoas estão em jogo!" Quatrocentas mil pessoas já assinaram. Encaminhe para suas listas. O formulário está em: http://www.msf.org/petition_india/brazil.html
Cibersociabilidade e constituição de sujeitosInseri no site um artigo da Yara Malki intitulado "Voracidade, consumismo, frieza: o esfacelamento da família e a impossibilidade de formação do Sujeito". Ela retoma as reflexões da Escola de Frankfurt sobre as condições que permitem a formação de indivíduos autônomos, capazes de se confrontarem com a sociedade estabelecida. Insiste sobre como isso se dá na vivência de grupos sociais capazes de socializarem as pessoas como seres "humanos", capazes de confrontarem e superarem seus traços mais primitivos - e como a família, foco de a análise da Yara, seria a instituição que na modernidade propiciaria isso. Mas ela não mais cumpre esta função, "resultando em sujeitos pouco capazes de sentir amor, gratidão, solidariedade, capacidade de pensar e de sentir pesar, fundamentais para uma civilização digna deste nome". Mas como a autora coloca, a pedra fundamental do processo de formação do Sujeito "poderia ser posta em qualquer grupo humano em que uma pessoa estivesse inserida desde o início da vida, que reunisse certas características... - afeto desinteressado, proximidade, convivência, continuidade no espaço e no tempo e amor". Yara lembra que "o fim da família em si não é trágico. Trágico é ver escassear entre as pessoas elos mais próximos e afetuosos, relações particularizadas e nas quais a mediação da mercadoria não se faça tão presente". Yara Malki retrabalha, de forma mais contundente, reflexões como as de Elisabeth Roudinesco, quando caracteriza o mundo atual como uma "sociedade depressiva", que produz indivíduos que se sentem cada vez mais impotentes perante a dinâmica social. Inseri na Biblioteca, em Cibersociabilidade, uma resenha de um livro de Roudinesco, "A sociedade depressiva" que fiz alguns anos atrás. Esta discussão sobre a formação da subjetividade no atualidade é, para mim, estratégica - na verdade, a formação de indivíduos como Sujeitos e a possibilidade de formação de sujeitos coletivos. Temos discutido o potencial emancipador das redes, os prós e contras da "cibersociabilidade", as conexões e laços que vem sendo tecidos graças às novas possibilidades tecnológicas. Neste sentido, a cibersociabilidade tem que estar associada à formação de movimentos sociais que possam criar ou recriam vínculos intersubjetivos substanciais, presenciais, duráveis, e não sujeitos ao regime "conexão/desconexão", como destaca Bauman em seus livros. Mas temos um confronto entre isso e a "voracidade, consumismo, frieza" tão onipresentes, que a Yara aponta em seu texto. Zé Correa
Informes organizativos do EpidemiaFizemos duas reuniões gerais do coletivo neste mês de junho. A primeira foi no dia 2, sábado, às 15 horas, na Ação Educativa, com a participação de cerca da 25 pessoas. Nela o Miguel Vieira fez um informe, com base no texto de autoria dele e do Imre Simon “A propriedade intelectual face à emergência da produção social”, que está no site, seguido de um debate sobre o tema. Avaliamos também o primeiro número impresso de nosso jornal, o Epidemia, e tiramos o encaminhamento de levantarmos sugestões de pauta para o próximo jornal pela lista, que deve estar pronto no início de agosto. Terminamos também de levantar o dinheiro para pagar o número um. Finalmente, apresentamos um informe sobre o projeto que estamos preparando para o Edital do Ministério da Cultura junto com o pessoal da Ação Educativa. Ficaram pendentes vários pontos de discussão, como um plano de trabalho de conjunto do nosso coletivo. No dia 16 de junho fizemos outra reunião, também na Ação Educativa, às 14:30 horas. Como neste dia o local fechava às 17 horas, não pudemos fazer a principal discussão pautada, sobre alternativas ao direito autoral e a questão da remuneração dos criadores. Foi dado um informe sobre a participação de algumas pessoas no seminário promovido pela Faculdade de Direito da FGV de São Paulo sobre o tema “Propriedade intelectual e acesso ao conhecimento no Brasil”. O restante do tempo foi dedicado à discussão do projeto com a Ação Educativa. Finalmente, na terça-feira, dia 19, ocorreu um debate na PUC, com o núcleo de estudos em economia internacional, com a presença de várias pessoas do Epidemia, versando sobre perspectivas da sociedade do conhecimento. A próxima reunião do grupo será no sábado, dia 30 de junho, e temos como pontos de pauta pré-estabelecidos: a discussão sobre alternativas ao direito autoral, o plano de trabalho para o segundo semestre, a definição das matérias para o próximo jornal e várias questões organizativas, principalmente referentes ao site.
O livro na origem do EpidemiaO coletivo que deu origem a este site e ao jornal Epidemia formou-se, inicialmente, para organizar um livro coletivo sobre o tema da "luta pelo conhecimento livre". A partir das discussões, que continuam (esperamos lançar o livro em meados do segundo semestre), acabamos tendo necessidade de desdobrar seu conteúdo em dois volumes, sendo o segundo dedicado ao tema "conhecimento livre, arte e cultura". Tivemos, igualmente, necessidade de já compartilharmos algumas discussões com o grupo cada vez maior de pessoas que compareciam às nossas reuniões. Desta forma, o jornal e o site emergiram como instrumentos naturais para ampliarmos o alcance dos debates dos temas do livro com todos que compartilham os mesmos interesses e preocupações. Versões iniciais de dois capítulos do livro, de autoria de Marcos Barbosa e José Corrêa, podem ser encontradas na biblioteca do site, na editoria de "destaques". A seguir a proposta do primeiro dos volumes que estamos organizando. A luta pelo conhecimento livre 1. Introdução coletiva
Próxima reunião EPIDEMIAA nossa próxima reunião acontecerá sábado, 14 horas na Ação Educativa (que fecha impreterivelmente às 18 horas), rua General Jardim, 660.Iremos começar às 14:30 horas com qualquer quorum. Temos três pontos de pauta obrigatórios, legados da reunião anterior:
Convite para debateDia 12/06 (terça-feira) às 20h acontece um debate e apresentação de cenas que farão parte do espetáculo "Carne", que trata da questão de gênero à partir de textos da autora austríaca feminista, vencedora do Nobel de literatura em 2004, Elfriede Jelinek. Este encontro acontecerá no Instituto Pólis. É facinho de chegar: na rua Araújo 124, Centro (na verdade ele fica bem na esquina da rua Araújo com a rua General Jardim) - ao lado do metrô República. A participação de vocês é preciosa para nós. A entrada é franca.
Inauguração do siteÉ com satisfação que inauguramos hoje, oficialmente, o site do Epidemia. Continuaremos a desenvolver este site constantemente. A participação, sugestões e críticas de todos vocês é importantíssima e muito bem vinda. |