16 JUL 2007

Um encontro para discutir Cultura Livre e Capitalismo

Grupos de mídia tática, mídia radical e inclusão digital estão atingindo a maturidade. Se no início eles não tinham condições de discernir entre modelos de trabalho que preservam sua produção e autonomia, hoje as inúmeras experiências pelos quais passaram indicam possibilidades de atuação, financiamento e parcerias.

Neste sentido, o tema "Cultura Livre e Capitalismo" foi amplamente debatido nos dias 14 e 15 de julho na Ação Educativa.

No 1º debate "Ativismo, voluntariado e trabalho assalariado" muitos coletivos debateram se os membros devem ser remunerados ou não. O trabalho de construção da cultura livre deve ser feita por meio da contribuição voluntária e ativista ou pode admitir trabalho assalariado?

No 2º debate "Financiamento e autonomia" as questões que emergiram na 1ª etapa foram recorrentes, discutiu-se também a conveniência política de se receber financiamento para a construção de nossos projetos autônomos, os riscos envolvidos, etc. Muitas falas apontaram para o "controle" e a pouca importância (financeira) que os financiadores (entidades públicas ou privadas, pequenas ou grandes), dão aos grupos.

Domingo, dia 15, discutiu-se o tema "Quais as novas formas de geração de valor no capitalismo centrado na informação?"
Procurou-se apontar quais as implicações políticas dos projetos que mobilizam comunidades de colaboradores voluntários em grandes projetos com fins lucrativos (Ubuntu/ Red Hat/ Apache)? Quais as novas modalidades de exploração involuntária dos usuários (Google) e quais os riscos para a privacidade?

Fonte: Centro de Mídia Independente e Epidemia

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