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Proibir baixar música na internet é crime!Quantos discos você teria ouvido se nunca pudesse baixar músicas na internet? Provavelmente sua cultura musical não seria muito maior do que as "dez mais" da Jovem Pan, que a coleção de "bolachões" (discos de vinil, lembra?) daquele seu tio hippie, ou dos empréstimos da CDteca daquele seu amigo que passou a adolescência inteira comprando CDs com o dinheiro do bico ou da mesada. Dizer que música é cultura é dizer que o que você ouve (ou deixa de ouvir) ajuda a contar quem você é. A música existe desde a pré-história, quando o homem sentiu vontade de se expressar através da (des)organização de sons. Dos tempos das cavernas pra cá muita coisa mudou, especialmente no jeito de distribuir a música. Durante muito tempo as pessoas, para ouvir música, dependiam da presença do músico (não só do músico profissional, é claro, porque desde sempre as pessoas cantaram e dançaram em festas e rituais). Depois, durante o século vinte, o rádio e os discos permitiram que a gente pudesse escutar música em casa, sem precisar levar o músico junto. Isso representou um avanço, mas também criou um novo negócio, que não existia até então: as gravadoras. Essas empresas tinham uma máquina que permitia que um músico gravasse um disco e fosse conhecido por uma quantidade maior de pessoas. Os ouvintes pagavam por isso e a gravadora lucrava com o negócio, já que o dinheiro que ela pagava para o músico era muito menor do que o que ela recebia. A nova onda dessa história é muito recente. Começou com os gravadores de CD dos computadores pessoais e com os programas de compartilhamento de arquivos. Resuminho da história: em 1999, um estudante de 18 anos, chamado Shawn Fannig criou um programa chamado Napster, para que ele e seus amigos pudessem copiar música uns dos outros. Em dois anos, o programinha estava na máquina de 60 milhões de internautas e começou a incomodar a RIAA (Associação da Indústria de Gravadoras da América, na sigla em inglês), uma poderosa associação que reúne as maiores gravadoras de música dos EUA. Após algumas batalhas judiciais, o Napster foi tirado do ar. Mas seu espírito continuou em muitos outros programas, como o Kazaa, o Morpheus, o eMule, Soulseek, LimeWire... e a lista não pára de crescer. Todos esses programas têm a mesma idéia: a informação (música, filmes, fotos etc) é de todo mundo, e deve ser compartilhada numa rede, chamada de P2P (peer-to-peer, ou rede de parceiros). Com isso, muitas gravadoras ficaram de cabelo em pé. Elas tentam, desde então, reprimir a troca de arquivos pela internet, fazendo pressão para a criação de leis que mantenham seus interesses, que se resumem em ganhar rios de dinheiro. E a remuneração dos artistas? Este é um tema importante que está em debate no nosso site e que vai ser discutido nos próximos números do Epidemia. Mas aqui vai um lembrete: enquanto alguns artistas se colocam como porta-vozes das gravadoras, denunciando a “pirataria” (piratas são eles!) e o compartilhamento de arquivos, muitos artistas abrem suas obras para o público, lançando, inclusive, suas músicas diretamente na rede. Quem ganha com isso somos todos nós! E, a menos que você seja executivo de uma grande gravadora (nesse caso, desculpa aí, foi mal...), exija o direito de continuar baixando a música que você quiser ouvir! Sites para baixar música
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